CPMI do 8 de Janeiro vai ouvir Augusto Heleno sobre envolvimento com extremistas

Após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, GSI, comandado pelo general, teria recebido pessoas que depois estariam envolvidas nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro vai ouvir na próxima terça-feira o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno. O general deverá ser questionado sobre suposto envolvimento com extremistas que teriam atuado nos ataques de 8 de janeiro.

Após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, o GSI teria recebido pessoas que depois estariam envolvidas nos ataques às sedes dos Três Poderes. No cargo, o general era responsável por coordenar as atividades de segurança da Presidência da República e de inteligência, já que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estava subordinada ao GSI.

Augusto Heleno deverá ser questionado sobre as informações divulgadas na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O general também poderá ter que esclarecer a atuação de pessoas indicadas por ele para o GSI e que ainda estavam nos cargos no 8 de Janeiro.

Segundo o senador Eduardo Girão (Novo-CE), Abin expediu informes para os integrantes do
Sistema Brasileiro de Inteligência alertando que as manifestações do dia 8 poderiam “descambar para condutas ofensivas contra instituições da República”.

Na próxima quinta-feira, a CPMI ouvirá Alan Diego dos Santos Rodrigues. Ele foi preso por colocar uma bomba em caminhão-tanque de combustível nos arredores do Aeroporto de Brasília.

 

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