Um ano de coluna, minha alucinação é suportar o dia a dia
Me interessa aqui ouvir os sons (desesperados) da cidade. Ouvir é diagnosticar também a sua miséria: obras sem fim, escavadeiras, britadeiras, sirenes vigiando e punindo, gritos doloridos, fome, furtos, roubos, assaltos
Eleições, drogas e outros demônios
A despeito do resultado do pleito eleitoral por uma das prefeituras mais importantes do mundo, é preciso que a esfera pública se movimente no sentido de debater abertamente, e sem moralismos, um mundo invariavelmente cheio de drogas e seus respectivos usos, sejam eles práticos ou morais.
A morte, indesejada das gentes
Para isso, que os vivos se livrem do interdito da morte, vivendo a vida quebrando as correntes, celebrando as gentes, preparando a finitude do corpo. Afinal, o que a gente leva da vida é a vida que a gente leva
O Sete de Setembro e o coração do Brasil
De muitas maneiras, o coração pesado, inchado e deformado de Dom Pedro é a síntese apodrecida do patriarcado brasileiro
‘Musk, minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá’
Só não vê quem não quer: o mundo é Mad Max, é Star Wars, é 1984 de Orwell, numa escala jamais imaginada pelas distopias de ontem
Vargas, meu avô e o legislado sobre o negociado
"Vargas estava morto. Mas seu gesto suicida foi uma jogada de mestre sem precedentes. Barrou a sanha golpista e colocou o povo na rua contra a UDN, contra os generais, contra Carlos Lacerda e contra os interesses americanos."
O que faz uma vida ser notável?
O que define efetivamente uma vida “notável”? O que faz um sujeito ser — ainda em vida — considerado alguém notável dentre tantos “mortais”?
Cuba, Fidel Castro e o ‘Movimento 26 de Julho’
"Condenem-me. Não importa. A história me absolverá”
Victor Noir: jornalismo, amor e revolução na França
A França e os franceses sabem fazer amor e revolução, quem sabe possam, mais uma vez, se valer da memória do jornalista Victor Noir para derrotar o fascismo nas eleições deste domingo.
Viver e sofrer em SP
"E o que é que a gente tem a fazer neste mundo, senão rir das fragilidades humanas, das bobices da terra, dos frivolismos da vida?"