A Interpol prendeu na tarde desta sexta-feira Diego Hernan Dirísio. O argentino é apontado como um dos principais traficantes de armas da América Latina e acusado de vender armamentos para diversas facções criminosas brasileiras. Ele foi preso junto com a esposa, Julieta Nardi Aranda, em Buenos Aires, na Argentina.
O casal estava foragido desde o fim de 2023, quando a Polícia Federal, em cooperação com a Secretaria Nacional Antidrogas e o Ministério Público do Paraguai, deflagrou uma megaoperação no Brasil, Paraguai e Estados Unidos. Na ocasião, foram cumpridos 31 mandados de prisão e 54 de busca e apreensão.
De acordo com a PF, o casal teria sido responsável, nos últimos três anos, pela venda de cerca de 43 mil fuzis e pistolas para o crime organizado brasileiro e ter movimentado mais de R$ 1,2 bilhão.

Diego Hernan Dirísio é apontado pela PF como o maior contrabandista de armas da América do Sul. Segundo as investigações, ele comprava armas fabricadas em países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia, e enviava para o Paraguai.
De lá, o armamento tinha a numeração raspada e era vendido para facções criminosas brasileiras, entre elas o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a PF, Julieta Nardi Aranda também faz parte do esquema de tráfico de armas.
CONTATO
Após a prisão, a Interpol fez contato com o superintendente da PF na Bahia, delegado Flávio Albergaria. O casal deverá passar agora por um processo de extradição ao Brasil.
A Interpol também emitiu comunicado à Suprema Corte no Paraguai.
DENÚNCIA
Em 21 de dezembro, a Justiça Federal da Bahia aceitou denúncia contra Diego Hernan Dirísio e Julieta Vanessa Nardi Aranda.
Além do casal, Justiça Federal também aceitou denúncia contra outras 26 pessoas. Todas são acusadas pela PF de participar do esquema de tráfico de armas.