Dino intima Lula, Pacheco e Lira sobre continuidade do ‘orçamento secreto’

Presidentes dos Três Poderes têm até 15 dias para explicarem sobre suposto descumprimento de decisão da Corte
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou nesta sexta-feira (17) os presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados a se manifestarem sobre suposto descumprimento de decisão da própria Corte que proibiu uso do “orçamento secreto”.

Lula (PT), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Arthur Lira (PP-AL) têm prazo de até 15 dias a para manifestação. O PSOL, partido autor do requerimento que terminou com a proibição do orçamento secreto, em dezembro de 2022.

Dino apura descumprimento

Segundo o UOL, a intimação ocorre após a Associação Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional—Brasil alertarem que a decisão do STF estaria sendo descumprida.

Ministro apura suposto uso do chamado orçamento secreto. Foto: Fellipe Sampaio/ STF

Na intimação, Dino informa que as entidades constataram “uso indevido das emendas do relator-geral do Orçamento para efeito de inclusão de novas despesas públicas ou programações no projeto de lei orçamentária anual da União; emendas individuais na modalidade transferência especial (emendas Pix): alta opacidade, baixo controle; e descumprimento da determinação de publicar informações relativas à autoria das emendas RP 9 e à sua aplicação”.

Emendas Pix são aquelas que envolvem o repasse direto de dinheiro federal para estados e municípios sem transparência. Já as de relator são os repasses que ficaram conhecidos como orçamento secreto, identificados pelo RP9.

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